Editora Sagga

Na mídia: histórias, entrevistas e destaque editorial

Britânicos ensinaram à ditadura brasileira técnicas e estratégia para montar a "Casa da Morte"

A reportagem apresenta documentos inéditos que apontam a colaboração entre agentes britânicos e integrantes da ditadura militar brasileira na formação de militares responsáveis por estruturas de repressão. O material revela que oficiais brasileiros participaram de um treinamento promovido pelo serviço de inteligência britânico (MI5), onde tiveram contato com técnicas de interrogatório, isolamento e estratégias posteriormente empregadas na chamada Casa da Morte de Petrópolis, um dos principais centros clandestinos de tortura do período.

No olho do furacão: historiador da UFMG lança coletânea sobre autoritarismo no Brasil

O Brasil de Fato destacou o lançamento da obra No olho do furacão: estudos de história política, do historiador Rodrigo Patto Sá Motta, professor da UFMG. Publicado pela SAGGA Editora, o livro reúne artigos e ensaios que discutem temas centrais da história política brasileira, como ditaduras, autoritarismo, cultura política, anticomunismo, repressão estatal, memória e os desafios contemporâneos à democracia. A reportagem ressalta que a coletânea busca compreender a permanência de práticas e discursos autoritários na história do Brasil, analisando golpes de Estado, tentativas de ruptura democrática e os conflitos em torno da memória política recente. A publicação também enfatiza a importância da pesquisa histórica para fortalecer o debate público e contribuir para a defesa dos valores democráticos.

Pesquisador esmiúça como censura militar interferiu em novelas do país

A revista Veja destacou o trabalho do pesquisador Guilherme Moreira Fernandes, autor do livro Mentalidade Censória e Telenovela na Ditadura Militar. A reportagem aborda os resultados da pesquisa desenvolvida pelo autor, que analisa como a censura exercida durante a ditadura militar brasileira influenciou diretamente a produção das telenovelas. Segundo a matéria, os órgãos de censura avaliavam sinopses e capítulos antes de sua exibição, determinando alterações em personagens, enredos e diálogos. O estudo evidencia que a censura não se limitava à retirada de cenas, mas interferia na construção das obras, influenciando temas considerados sensíveis pelo regime, como política, religião, costumes e questões sociais. A pesquisa também destaca a resistência de autores e roteiristas, que encontravam maneiras de manter críticas e reflexões em suas narrativas, mesmo diante das restrições impostas pelo Estado.

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